Salão de beleza que copia e pratica a tabela de preços do concorrente, não tem identidade própria nem tecnica e, seus preços nada justos, empurram para baixo, a qualidade dos serviços e do atendimento, marginalizando-se sem expectativas e sem suce$$o, ou seja, apenas mais um no mercado.
A exploração de serviços da beleza no Brasil, uma atividade sem restrições de acesso, cresce assustadoramente de Norte a Sul, Leste a Oeste do País, sem crise financeira e registrando uma tendência irreversível de negócios. Dessa forma mais e mais salões são abertos a cada dia e em algumas regiões são abertos 3 (três) novos salões por dia em determinada temporada. Assim migram para a atividade da beleza, desde humildes mães de família que vêm na beleza uma oportunidade de criar seus filhos, a investidores que mesmo já bem sucedidos noutras atividades, ingressam no mundo da beleza em busca dos lucros que um salão bem sucedido, costuma proporcionar. Tudo muito natural não fosse pelas peculiaridades que permeiam o segmento, quando dele se conhece a fragilidade de suas Relações de Trabalho e sua aversão ao Planejamento Estratégico, o que normalmente lhe traz também prejuízos financeiros e nesse caso, o salão que antes era um $ONHO, se transforma em um necrotério de sonhos. Excetuada uma minoria de salões que se destaca, inclusive financeiramente, uma grande maioria dos salões apenas sobrevive enquanto outros vivem em extrema penúria financeira. É que os donos dessas duas últimas categorias de salões se esqueceram de investir na organização, na excelência dos serviços e na qualidade do atendimento. Sem esses três fundamentais elementos, esses salões não vêm outra alternativa senão a de copiar e praticar a tabela do concorrente, enterrando a boa prática de CRIAR, INOVAR, OUSAR, PROVOCAR e de enfim, fazerem a DIFERENÇA.
Muitos desses salões estão no mercado há cinco, dez e até mais anos, sem conseguirem alçar a E$CADA DO $UCE$$O, cuja visão vesga de seus proprietários, escolheu ficar debaixo da ESCADA, sem ânimo estratégico para subirem nem o primeiro degrau. Há desses salões que quando neles se entra o clima é pesado com a televisão transmitindo programas policiais e notícias ruins. Nesses salões todos estão esquecidos de que o CADASTRO DE CLIENTES é uma poderosa ferramenta para se alavancar NEGÓCIOS, mas, todos estão anestesiados mentalmente, sem ânimo nem de telefonar para qualquer cliente, nem que seja só para agradecer a preferência pelo serviço anterior. Em alguns desses salões seus donos até tentaram MUDAR alguma coisa, mas, erraram na contratação de consultores apenas generalistas que de salões nada ENTENDEM e por lá deixaram um RASTRO de incompetência e de conceitos vazios, enterrando cada vez mais, a tênue esperança desses pobres empreendedores. Este segmento que cresceu extraordinariamente nos últimos 10 anos, vai continuar crescendo sem parar, incluindo nesse contexto, os grandes avanços tecnológicos em produtos, instrumentos, móveis, utensílios e técnicas operacionais. Os controles gerenciais dos salões de beleza ganharam há mais de 10 anos um forte aliado, representado por um SOFTWARE criado especificamente para salões, conjugando em sua plataforma: modernidade, otimização e prática operacional, substituindo a velha e trabalhosa comanda de papel, pela COMANDA ELETRÔNICA que, inclusive poderá ser usada como uma poderosa FERRAMENTA MERCADOLÓGICA, atraindo clientes e alavancando NEGÓCIOS. Com exceção dos salões objeto deste artigo, cujos donos não conseguem enxergar uma luz no final do túnel, só há notícias boas no mundo da BELEZA. Revista Especializada dá conta de que nos quatro dias de realização da última Beauty Fair/2011, foram fechados NEGÓCIOS na ordem de 390 milhões de reais e por lá passaram 130 mil visitantes, ou seja, o ambiente de negócios da BELEZA no Brasil é extremamente favorável. A advogada americana Deborah Rhode, no seu livro “The Beauty Bias” “O preconceito da Beleza”, assevera que a venda de produtos de beleza e emagrecimento no mundo, já atinge a cifra de 200 bilhões de dólares por ano e discorre sobre problemas corporativos a que se submetem inúmeras pessoas que relegam a aparência pessoal. Nenhum salão de beleza terá $UCE$$O duradouro e $U$TENTÁVEL sem um mínimo de Planejamento Estratégico derivado de um proficiente PLANO DE NEGÓCIOS. Os problemas de um salão ou clínica de estética, nunca estão do lado de fora, mas, do lado de dentro, especificamente dentro da cabeça de quem os administra. A notícia boa para esses donos de salões é que eles ainda podem sem empreendedores de muito $UCE$$O, basta eles mesmos se conscientizarem disso. Em: 09.11.2011. José Milton Ferreira de Aquino Especialista em Gestão de Salões e Estética José Milton Ferreira de Aquino é contabilista, auditor interno e gestor de negócios. Escreveu e publicou o livro “Administrando o Salão de Beleza e Clínicas de Estética. Ministra cursos, workshops, palestras e desenvolve consultorias para salões de beleza e clínicas de estética. Em seu currículo constam mais de 200 consultorias e realização de palestras, cursos e workshops para mais de 5.000 empreendedores da beleza, em treze estados brasileiros. Especializado em gestão moderna de salões de beleza e clínicas de estética é o único consultor no Brasil, detentor e executor de contratos de mais de 4.000 horas de consultoria com um importante e conceituado Órgão. É autor de 60 idéias exclusivas de marketing para salões de beleza e clínicas de estética. |