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07 / 01 / 2010 | Ferramentas de Automação Agregam Eficiência ao Varejo
  7/1/2010

Uma boa ideia para entender porque a automação é tão importante nos dias de hoje é recorrer ao velho e bom dicionário da língua portuguesa. Está lá no Aurélio: automação é um “sistema automático pelo qual os mecanismos controlam seu próprio funcionamento, quase sem a interferência do homem”.

Diante disso, pode-se avaliar como a automação é importante em uma operação varejista. O processo de automação tem como prioridade acelerar o atendimento sem perder o controle, capturar informações sem burocratizar o atendimento e suprimir prejuízos evitando ao máximo a interferência humana. Quando utilizamos código de barras, cartão magnético, ECFs ou comandas de pré-atendimento, estamos exatamente automatizando o processo de venda e atendimento, além de coletar dados fundamentais para melhoria do próprio processo, informações estas que podem orientar na quantidade de atendentes em cada horário de funcionamento ou decidir quanto à necessidade de ampliar a capacidade de venda com TEF. Em outras palavras, podemos concluir que a automação torna-se importante para a sustentabilidade do negócio, para garantir a capacidade de competição e para melhorar a gestão.

Todo empreendedor tem como principal objetivo realizar lucros. E para alcançar esses resultados positivos é preciso atuar em duas frentes principais: o aumento das vendas e a diminuição das despesas. Nos dias de hoje, mais do que nunca, as perfumarias, farmácias e supermercados precisam implantar indicadores que permitam acompanhar a produtividade, comparar os dados com o que é percebido entre os concorrentes, adotar iniciativas que melhorem os resultados, manterem um estoque adequado de acordo com sua demanda. Tudo isso só é possível por meio do controle e da facilidade que automatização trouxe para esse tipo de estabelecimento atualmente.

“Com a informatização, é possível reduzir custos e aumentar lucros, por meio do melhor gerenciamento de estoques, vendas, despesas com fornecedores e até folha de pagamento. É necessária a incorporação de melhores práticas, recursos técnicos e pessoal qualificado para melhorar a eficiência e produtividade, sem o que as empresas do varejo não sobrevivem à competição”, define Marcio Blak, diretor da Varejo & Consultoria.

Os números comprovam isso na prática. Uma pesquisa feita pelo Sebrae-SP mostra que somente 34% das micro e pequenas empresas utilizam algum sistema integrado de gestão. Enquanto isso, a Fundação Getúlio Vargas informa que entre as médias e grandes a automação já atinge 78%. “O maior entrave é convencer empresários de pequeno e médio porte de que a automação comercial não significa apenas custo, mas sim, um investimento eficaz para sua empresa enfrentar a concorrência, aumentar seus lucros e crescer”, lamenta Marcio.

Atendimento customizado
A rigor, existem três estágios de automação comercial. O primeiro é o que se instala pela força da lei e contempla, basicamente, a emissão de documentos fiscais. O segundo é o que contempla o controle das informações, e que abre espaço para o terceiro, que resulta da integração dessa tecnologia parar gerar integração a partir do gerenciamento de tais dados.

Para garantir o melhor retorno possível com a automação comercial, é preciso que o proprietário do estabelecimento busque soluções perfeitamente identificadas com o seu negócio. O primeiro passo é avaliar as necessidades de cada estabelecimento ou rede de pontos de venda e compatibilizá-las, de acordo com a capacidade de investimento do empresário.

Automação é investimento
Outra questão recorrente é o custo da instalação. A verdade é que os valores variam muito pelos custos dos fornecedores e pelo tamanho do estabelecimento. Para uma solução simples de frente de Caixa, incluindo softwares, hardware e serviços de retaguarda, o valor inicial pode oscilar entre os R$ 5.000,00 e os R$ 10.000,00. Por essas e por outras, é muito importante que o proprietário consulte mais de uma empresa e não se deixe levar apenas pelos valores, pois existem várias marcas e modelos que fazem a mesma coisa de maneiras diferentes. Alguns itens podem ser adquiridos via BNDES ou financiados diretamente com as empresas que vendem ou prestam os serviços. Como as regras sempre mudam o melhor que o panificador pode fazer é consultar seu contador, seu gerente de banco e até mesmo o Sebrae.